quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Célula Vegetal








A célula vegetal

célula vegetal é semelhante à célula animal mas contém algumas peculiaridades como a parede celular e os cloroplastos. Está dividida em: Componentes protoplasmáticos que são um composto de organelas celulares e outras estruturas que sejam ativas no metabolismo celular. Inclui o núcleo, retículo endoplasmático, citoplasma, ribossomos, complexo de Golgi, mitocôndrias, lisossomos e plastos ecomponentes não protoplasmáticos são os resíduos do metabolismo celular ou substâncias de armazenamento. Inclui vacúolos, parede celular e substâncias ergástricas.



Vacúolo
É uma cavidade delimitada por uma membrana (tonoplasto) e contém o suco celular que é composto desubstâncias ergástricas e algumas em células podem conter pigmentos como as flavonas e antocianinas. Células jovens geralmente têm vários vacúolos pequenos que ao longo de seu desenvolvimento se fundem em um mega vacúolo. Eles atuam na regulação osmótica expulsando água da célula ou podem se fundir aos lisossomos e participar do processo de digestão intracelular. Origina-se do complexo de golgi.
Substâncias ergástricas
São substâncias de reserva ou resíduos, produtos, do metabolismo celular.
  • Amido: são partículas sólidas com formas variadas, pode ser encontrado no cloroplasto ou no leucoplasto. Formam grãos com muitas camadas centradas em um ponto chamado hilo.
  • Proteína: as proteínas ergástricas são material de reserva e se apresentam no endosperma de muitas sementes em forma de grãos de aleurona.
  • Lipídios: pode ocorrer em forma de óleo ou gordura se for para armazenamento ou em forma de terpenos que são produtos finais como óleos essenciais e resinas.
  • Taninos: um grupo de compostos fenólicos que podem ficar em vários órgãos vegetais (se acumulam no vacúolos) e podem impregnar a parede celular
Plasto
É originado do protoplastídeo e tem configurações diferentes, com várias especialidades: Cloroplastos,são plastos de clorofila, responsável pela fotossíntese. Só são encontrados em células expostas à luz. É formado por uma membrana externa e uma interna que sofre invaginações formando sacos empilhados, os tilacóides. Alguns se dispõem uns sobre os outros formando uma pilha chamada granum (plural =grana). A matriz interna é chamada de estroma e pode conter granululos de amido espalhados por ele. São derivados dos cromoplastos. Cloroplastos possuem seu próprio DNA e ribossomos, são relativamente independentes do resto da célula (principalmente do núcleo). Cromoplastos São plastos coloridos (contém pigmentos) de estrutura irregular que dão origem aos cloroplastos. Seus principais pigmentos são os carotenóides (coloração da cenoura) e xantofilas que dão coloração para flores e frutos. LeucoplastosSão incolores e servem para acumular substâncias diversas como proteínas, amidos e lipídios. Dependendo da substância que acumulam, recebem nomes diferentes: oleoplastos, proteoplastos, amiloplastos, etc.




Meristema



Meristema

Após a fecundação, a célula ovo ou zigoto sofre diversas divisões até resultar no embrião. Inicialmente todas as células se dividem, porém com o desenvolvimento da planta a função de “se dividir para promover o crescimento” vai ficando restrita à um determinado grupo de células. Quando o vegetal atinge a fase adulta, ele ainda apresenta células embrionárias (capazes de se dividir e se multiplicar para continuar o processo de crescimento). Esses tecidos responsáveis pelo desenvolvimento do vegetal são os meristemas. São compostos de células indiferenciadas que se dividem continuamente, são as células meristemáticas. Existem dois tipos de meristemas, se considerarmos a origem deles:

Meristema Primário

Este meristema tem como função promover o crescimento longitudinal (altura). É este tecido que aparece primeiro na extremidade da radícula e nos cotilédones da semente, denominando-se também meristema apical (quando leva-se em consideração a posição que ocupa no vegetal). A atividade deste meristema leva à formação do tecido primário ou corpo primário da planta.

Meristema Secundário

Este promove um crescimento latitudinal (largura, espessura) a partir do tecido primário (produto do meristema primário). São meristemas secundários: câmbio vascular (centro da raiz ou do caule) e felogênio (periferia da raiz ou do caule). Também conhecidos como meristemas laterais, quando a posição que ocupa no vegetal é levada em conta.
meristema secundario
As células deste meristema se dividem periclinalmente e com isso vão adicionando camadas e mais camadas, aumentando o diâmetro do vegetal. Sempre se sobrepondo aos tecidos já existentes. Resultando no corpo ou tecido secundário. O câmbio aumenta a quantidade de tecidos vasculares e o felogênio originará a epiderme da planta.
As dicotiledôneas anuais de pequeno porte assim como a maioria das monocotiledôneas, iniciam e finalizam seu ciclo vital formando apenas a estrutura primária. Em contrapartida, a maioria das dicotiledôneas e também as gimnospermasapresenta um crescimento secundário.
Bibliografia:
- CUTTER, E.G. 1986. Anatomia Vegetal. Parte I – Células e Tecidos. 2ª ed. Roca. São Paulo.
- APEZZATO-DA-GLÓRIA, B. & CARMELLO-GUERREIRO, S.M. 2003. Anatomia Vegetal. Ed. UFV – Universidade Federal de Viçosa. Viçosa.
- FERRI, M.G., MENEZES, N.L. & MONTENEGRO, W.R. 1981. Glossário Ilustrado de Botânica. Livraria Nobel S/A. São Paulo.

Briófitas


Briófitas
Briófitas (do gergo bryon: 'musgo'; e phyton: 'planta') são plantas pequenas, geralmente com alguns poucos centímetros de altura, que vivem preferencialmente em locais úmidos e sombreados.
O corpo do musgo é formado basicamente de três partes ou estruturas:
  • rizoides - filamentos que fixam a planta no ambiente em que ela vive e absorvem a água e os sais minerais disponíveis nesse ambiente;
  • cauloide - pequena haste de onde partem os filoides;
  • filoides -estruturas clorofiladas e capazes de fazer fotossíntese.


Estrutura das briófitas

Essas estruturas são chamadas de rizoides, cauloides e filoides porque não têm a mesma organização de raízes, caules e folhas dos demais grupos de plantas (a partir das pteridófitas). Faltam-lhes, por exemplo, vasos condutores especializados no transporte de nutrientes, como a água. Na organização das raízes, caules e folhas verdadeiras verifica-se a presença de vasos condutores de nutrientes.
Devido a ausência de vasos condutores de nutrientes, a água absorvida do ambiente e é transportada nessas plantas de célula para célula, ao longo do corpo do vegetal. Esse tipo de transporte é relativamente lento e limita o desenvolvimento de plantas de grande porte. Assim, as briófitas são sempre pequenas, baixas.
Acompanhe o raciocínio: se uma planta terrestre de grande porte não possuísse vasos condutores, a água demoraria muito para chegar até as folhas. Nesse caso, especialmente nos dias quentes - quando as folhas geralmente transpiram muito e perdem grande quantidade de água para o meio ambiente -, elas ficariam desidratadas (secariam) e a planta morreria. Assim, toda a planta alta possui vasos condutores.

Hepática
Mas nem todas as plantas que possuem vasos condutores são altas; o capim, por exemplo, possui vasos condutores e possui pequeno porte. Entretanto, uma coisa é certa: se a planta terrestre não apresenta vasos condutores, ela terá pequeno porte e viverá em ambientes preferencialmente úmidos e sombreados.
Musgos e hepáticas são os principais representantes das briófitas. O nome hepáticas vem do grego hepathos, que significa 'fígado'; essas plantas são assim chamadas porque o corpo delas lembra a forma de um fígado.
Os musgos são plantas eretas; as hepáticas crescem "deitadas" no solo. Algumas briófitas vivem em água doce, mas não se conhece nenhuma espécie marinha.


Reprodução das briófitas
Para explicar como as briófitas se reproduzem, tomaremos como modelo o musgo mimoso. Observe o esquema abaixo.
Os musgos verdes que vemos num solo úmido, por exemplo, são plantas sexuadas que representam a fase chamada gametófito, isto é, a fase produtora de gametas.
Nas briófitas, os gametófitos em geral têm sexos separados. Em certas épocas, os gametófitos produzem uma pequena estrutura, geralmente na região apical - onde terminam os filoides. Ali os gametas são produzidos. Os gametófitos masculinos produzem gametas móveis, com flagelos: os anterozoides. Já os gametófitos femininos produzem gametas imóveis, chamados oosferas. Uma vez produzidos na planta masculina, os anterozoides podem ser levados até uma planta feminina com pingos de água da chuva que caem e respingam.

Na planta feminina, os anterozoides nadam em direção à oosfera; da união entre um anterozoide e uma oosfera surge o zigoto, que se desenvolve e forma um embrião sobre a planta feminina. Em seguida, o embrião se desenvolve e origina uma fase assexuada chamada esporófito, isto é, a fase produtora de esporos.

No esporófito possui uma haste e uma cápsula. No interior da cápsula formam-se os esporos. Quando maduros, os esporos são liberados e podem germinar no solo úmido. Cada esporo, então, pode se desenvolver e originar um novo musgo verde - a fase sexuada chamada gametófito.
Como você pode perceber, as briófitas dependem da água para a reprodução, pois os anterozoides precisam dela para se deslocar e alcançar a oosfera.
O musgo verde, clorofilado, constitui, como vimos, a fase denominada gametófito, considerada duradoura porque o musgo se mantém vivo após a produção de gametas. Já a fase denominada esporófito não tem clorofila; ela é nutrida pela planta feminina sobre a qual cresce. O esporófito é considerado uma fase passageira porque morre logo após produzir esporos.
 Fonte :http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos4/briofitas.php

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Benzeno

 Benzeno

Um carro estacionado na sombra durante um dia com as janelas fechadas pode conter de 400-800 mg. de Benzeno. Se está no sol a uma temperatura superior a 16º C., o nível de Benzeno subirá a 2000-4000 mg, 40 vezes mais o nível aceitável... 
A pessoa que entra no carro mantendo as janelas fechadas inevitavelmente aspirará em rápida sucessão, excessivas quantidades desta toxina. 

O Benzeno é uma toxina que 
afeta o rim e o fígado. E o que é pior, é extremamente difícil para o organismo expulsar esta substância tóxica.

Ar condicionado ou ar simples dos  Automóveis 

O manual do condutor indica que antes de ligar o ar condicionado, deve-se primeiramente 
abrir as janelas e deixá-las assim por um tempo de dois minutos, porém não especificam "o porquê", só deixam entender que é para seu "melhor funcionamento". 

Aqui vem a razão médica:

De acordo com um estudo realizado, o ar refrescante antes de sair frio, manda todo o ar do plástico quente o qual libera Benzeno, que causa câncer (leva-se um tempo para dar-se conta do odor do plástico quente no carro). Por isto é a importância de manter os vidros abertos uns minutos.

"Por favor não ligar o ar condicionado ou simplemente o ar, imediatamente ao se entrar no carro.
Primeiramente deve-se abrir as janelas e depois de um momento, ligar o ar e manter as janelas abertas uns 2 (dois) minutos."


Além de causar câncer, o Benzeno envenena os ossos,  causa anemia e reduz as células brancas do sangue.
Uma exposiçãoprolongada pode causar Leucemia, incrementando o risco de câncer.
Também pode causar um aborto. O nível apropriado de Benzeno em lugares fechados é de 50 mg/929 cm2. 


Assim amigos, por favor, antes de entrar no carro, abrir as janelas e a porta para assim dar tempo a que o ar interior saia e disperse esta toxina mortal. 


O que é Benzeno ?
Benzeno é um hidrocarboneto classificado como hidrocarboneto aromático, e é a base para esta classe de hidrocarbonetos: todos os aromáticos possuem um anel benzênico (benzeno), que, por isso, é também chamado de anel aromático, possui a fórmula C6H6.




benzeno se apresenta em condições como um líquido incolor de aroma doce característico. Mas seu vapor não deve ser aspirado já que ele é altamente tóxico, seus vapores causam de imediato, tonturas e em grande quantidade até inconsciência. A longo prazo, a inalação de benzeno é associada inclusive como causa de certos tipos de câncer, como leucemia. Outros compostos aromáticos são o naftaleno, antraceno, tolueno, fenol e etc. Todos eles possuem em sua estrutura anéis benzênicos.
compostos benzeno
benzenoEsse composto é o mais simples a apresentar o fenômeno daaromaticidade. Caracterizada por haver um anel, que apresenta uma estabilidade maior do que a esperada para a sua composição. Isso se deve aos elétrons que circulam pela sua cadeia. O benzeno possui duas formas de ressonância  aceitáveis que, para melhor entendimento, digamos que se alternam e assim estabilizam todas as ligações. Um das provas dessa alternância entre as formas é que todas as ligações carbono-carbono do benzeno são do mesmo tamanho. Um comprimento intermediário entre a dupla ligação e a ligação simples. Por isso a estrutura mais provável de um benzeno é uma mistura entre suas duas formas de ressonância.
benzeno2Descoberto por Michael Faraday  em 1825, ele se tornou um composto presente em diversos aspectos da nossa vida. O principal deles é nos combustíveis fósseis. O melhor tipo de petróleo, o petróleo aromático, possui compostos aromáticos em abundância na sua composição. A região do Oriente Médio é rica nesse tipo de petróleo.
A reatividade do Benzeno não pode ser comparada com a reatividade de cadeias abertas que possuem ligações duplas. A grande estabilidade do Benzeno faz com que ele reaja de maneira diferente. Por exemplo, uma reação conhecida é a de adição de Bromo em uma dupla ligação. A ligação é quebrada e cada átomo de Bromo se adiciona a cadeia como se fosse um Hidrogenio. Isso não acontece no Benzeno. Nele acontece umasubstituição eletrofílica aromática, isso é um dos Hidrogênios é substituído por um dos Bromos. Os reagentes que geralmente atacam o benzeno são os eletrófilos, ou seja eles tem afinidade por elétrons.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Sugestão de Aula


Monocotiledônea e Dicotiledônea | Sugestão de Aula





A – características das dicotiledôneas; B - características das monocotiledôneas.
SUGESTÃO DE AULA PRÁTICA RELACIONANDO AS DIFERENÇAS ENTRE MONOCOTILEDÔNEA E DICOTILEDÔNEA


As monocotiledôneas e dicotiledôneas são duas classes de vegetais que pertencem às plantas angiospermas (plantas com sementes contidas no interior dos frutos) e também fanerógamas (plantas com flores), atualmente classificadas como magnoliófitas, reunindo aproximadamente 230 mil espécies.

Monocotiledôneas
Grupo de vegetais cuja principal característica é a manifestação de apenas um cotilédone compondo a semente.

Dicotiledôneas
Grupo de vegetais contendo dois cotilédones envolvidos pela semente.

Cotilédone → Substância de reserva energética transferida ao desenvolvimento do embrião durante a germinação.

Outras diferenças distinguíveis entre os grupos:

CARACTERÍSTICA
Monocotiledônea
Dicotiledônea
Inserção foliar
InvaginantePeciolada
Nervuras foliares
Paralelas (paralelinérvea)Reticuladas (peninérvea)
Caule
Vasos condutores de seiva irregularmente espalhados pelo caule (difusos)Vasos condutores de seiva dispostos ordenadamente na periferia do caule ao redor do cilindro central
Raízes
Fasciculada ou cabeleira
(não possui raiz com eixo principal)
Axial ou pivotante
(possui raiz com eixo principal)
Flores
Trímeras
(formadas por 3 pétalas ou seus múltiplos)
Tetrâmeras ou pentâmeras
(formadas por 4 ou 5 pétalas, ou seus múltiplos)
Frutos
Subdivididos em 3 carpelos (lojas / repartições)Subdivididos em 2 ou 5 carpelos
Exemplos
Milho, bambu, cana-de-açúcar, alho, arroz, palmeiras, grama, cebola, etc.Feijão, amendoim, café, girassol, laranja, mamão, abacate, seringueira, etc.

SUGESTÃO PRÁTICA

Procedimento: o professor deverá reunir exemplares botânicos conforme as características mencionadas acima, expondo o conteúdo teórico juntamente ao material biológico referente. Esse tipo de dinâmica, permitindo aproximação do aluno com o objeto mencionado, contribui com a fixação do aprendizado.

Dependendo da disponibilidade do professor, programação da escola e autorização dos pais (caso o aluno seja menor de idade) é possível organizar um momento extra-sala, possibilitando aos alunos passeio educativo.

Nessa ocasião, o professor em visita anterior a um bosque (próximo a escola), deverá observar a vegetação in loco, montando uma trajetória (trilha) conveniente ao assunto explicado, ou seja, durante a escolha do percurso, alguns vegetais identificados deverão servir de exemplo para análise dos aspectos que diferenciam as monocotilédones das dicotiledôneas.
Por Krukemberghe Fonseca
Graduado em Biologia
Equipe Brasil Escola

Abacateiro

ABACATEIRO
 
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Abacate e folhagem do abacateiro





O abacateiro, cujo fruto é o abacate, também designado como abacado, loiro-abacate e louro-abacate é uma espécie da família Lauraceae, de nome científico Persea americana Mill.. É uma árvore de grande porte, de crescimento rápido, ultrapassando os 30 metros de altura, nativa da América Central e México. Possui folhas coriáceas, lanceoladas e lustrosas e flores pequenas (5 a 10 mm de diâmetro) de um verde esbranquiçado. Os frutos são bagas ovóides ou piriformes (em forma de pera), de casca verde-escuro e polpa cremosa, adocicada, rica em gordura, de cor verde-clara ou amarelada, com uma única semente grande esférica, de 3 a 5 cm de diâmetro. Os frutos das plantas selvagens são pequenos, mas as variedades cultivares apresentam frutos de dimensão considerável (7 a 20 cm de comprimento e pesam de 100 a 1000 g). Esta planta prefere solos férteis e úmidos, e clima ameno a quente, de modo que prefere climas tropicais ou subtropicais.

Uma árvore adulta pode produzir mais de uma centena de abacates em uma estação, e há sempre o incômodo dos frutos não colhidos que caem no chão, causando grande sujeira e fedor. Assim, não é uma árvore recomendada para locais de grande circulação ou arborização de ruas. Os frutos, apesar de nutritivos para os humanos, podem ser tóxicos para alguns animais.

Barlow & Martin (2002) identificam o abacate como um fruto adaptado para uma relação ecológica com mamíferos de grande porte, hoje em dia extintos (por exemplo, os herbívoros gigantes sul americanos, como as preguiças-da-terra e gonfoterídeos). O seu fruto, com um caroço apenas levemente tóxico, terá co-evoluído com esses animais já extintos, de modo a ser disperso depois de ingerido por estes e expulso, juntamente com as fezes, pronto a germinar. Com o desaparecimento dos seus parceiros ecológicos, a planta não terá tido tempo para se adaptar a uma forma de dispersão de sementes alternativa.


Flores do AbacateiroO abacate não amadurece na árvore, mas cai da árvore e tem de ser apanhado em estado verde e duro, amadurecendo depois rapidamente no chão. A quantidade de óleo presente na polpa influencia em grande parte o seu sabor. Geralmente, o fruto é colhido da árvore (para que não fique danificado ao cair no chão) assim que atinge um tamanho que indique que está pronto a amadurecer em poucos dias. O amadurecimento será ainda mais rápido se for armazenado com outros frutos, como bananas, por causa da influência do gás etileno.

 
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Laurales
Família: Lauraceae
Género: Persea
Espécie: Persea americana

Nomenclatura binomial
Persea americana
Mill.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

As Pteridófitas


As Pteridófitas ancestrais possuem 3 Filos que foram reconhecidos, Rhyniophita, Zosterophyllophyta e Trimerophyta. São grupos de plantas vasculares, sem sementes que prosperaram sobre o período Devoniano.
São plantas de brejo, consiste me um sistema aéreo dicotomicamente ramificado, preso a um sistema de rizomas (caule subterrâneo), ramos curtos nos quais encontram os esporângios.

Pteridophyta - ORDEM FILICALES #


Filicales é a maior ordem de Pteridophyta e praticamente todas as samambaias mais conhecidas são membros dessa ordem. Podem ser terrestes, epífitas ou rupícolas e apresentarem hábito herbáceo, trepador ou arborescente. O caule dessas plantas é um rizoma sifonostélico que origina megafilas geralmente compostas com grande proporção superfície/volume, permitindo uma eficiente captação da luz solar. Os esporângios de Filicales ocorrem nas margens ou na região inferior das folhas, e estão agrupados em soros que podem ter forma e coloração variada. Os soros, quando jovens, podem ou não ser recobertos por um indúsio, que seca quando os esporângios atingem a maturidade
Megafilas
Estas samambaias são leptosporangiadas e homosporadas. O gametófito é bissexuado e fotossintetizante de vida livre, apresenta uma forma achatada e geralmente cordiforme, conhecido como protalo, que possui vários rizóides na face ventral. Os anterídios estão localizados principalmente entre os rizóides, enquanto os arquegônios são formados próximos a reentrâncias do protalo. Apesar de os gametófitos serem bissexuados, a maturação de arquegônios e anterídios, frequentemente ocorre em momentos distintos, promovendo a fecundação cruzada. Essa maturação diferencial pode ter um estímulo genético ou químico.
Protalo
Os rizomas e as folhas jovens, báculos, possuem tricomas e escamas de grande importância taxonômica. Bem como os tricomas, a forma e a posição dos soros, a ocorrência ou não de indúsio, e a forma e posição do ânulo, são características importantes para a distinção de famílias ou categorias taxonômicas inferiores. Algumas famílias apresentam folhas dimórficas e são diferenciadas pela localização de trofófilos e esporófilos. A família Gleicheniaceae é característica por apresentar a ráquis com ramificação dicotômica.

 Báculo/; Folhas jovens das filicales, uma forma de proteção até que o desenvolvimento das folhas seja completo.

Pteridófitas.

               
                             Plantas Vasculares sem Sementes 
                                                       
           
     São as plantas conhecidas genericamente como pteridófitas, samambaias e avencas.
          

                                                   



São plantas que conseguiram atingir um tamanho maior do que as primeiras plantas terrestres (briófitas) devido ao surgimentos dos elementos condutores de seiva através da planta. Entretanto, seu sistema reprodutivo ainda é simples, e parcialmente dependente da água, pois não possuem nem sementes, nem flores e nem frutos.

O corpo das plantas vasculares sem sementes já apresentam organização em tecidos, mostrando raízes, caules e folhas verdadeiros.


 
Corpo de um Pteridófita.

 
  Atualmente, costuma-se dividir essas plantas costumam em 4 filos: Psilophyta, Lycophyta, Sphenophyta e Pterophyta (o filo das samambaias).

Existem três divisões de plantas vasculares sem sementes, Rhyniophyta, Zosterophyllophyta e Trimerophyta dominaram a Terra no Período Devoniano e tormaram-se extintas no final deste período (cerca de 360 milhões de anos atrás). Estas plantas eram relativamente simples em sua estrutura.

 
                                                                                                                             
                                        Rhyniophyta                                                                  Zosterophyllophyta                                                                                                                  
   
                               
                                            Trimerophyta 


A quarta divisão de plantas vasculares sem sementes, Progimnospermophyta ou pró-gimnospermas, também extinta.
   
                                                      fóssil Progimnospermophyta


Além destas quatro divisões mencionadas e já extintas, existem quatro divisões que possuem representantes atuais: Psilotophyta, Lycophyta, Sphenophyta e Pterophyta.
 Psilotophyta :  Inclui dois gêneros: Psilotum e Tmesipteris,É o único entre as vasculares atuais que não apresentam raízes nem folhas.

                
                                           
                                                                                   Psilotum
                                                        
Lycophyta :Existem várias espécies de Lycophyta extintas, muitas delas arbóreas, que predominaram a aproximadamente 360 milhões de anos, no Período Carbonífero (era Paleozóica).

                                           

                                                                     Lycophyta


Sphenophyta : Assim como as Lycophyta, esta divisão ocorre desde o período Devoniano (Era Paleozóica). Durante o período Devoniano e Carbonífero, estavam representadas pelas Calamites (árvores de 18 m de altura). 

         
                                                      
                                                                          Equisetum 


        Pterophyta.:   Plantas abundantes desde o Período Carbonífero (Era Paleozóica) até os dias de hoje. É o segundo maior grupo de plantas, com 11000 espécies, perdendo apenas para as plantas com flores.                  


                        
                                                  
                                                                       Divisão Pterophyta

                  
                                        Reprodução das pteridófitas


Da mesma maneira que as briófitas, as pteridófitas se reproduzem num ciclo que apresenta uma fase sexuada e outra assexuada. 



                                 
Reprodução de uma  pteridófita.

Divisão Bryophyta

Popularmente conhecidos como musgos. São plantas avasculares e de pequeno porte.

Imagem de uma briófita do gênero Bartramia. Atenção para o esporófito (cápsula) crescendo sobre o gametófito.

- Grupo bastante diverso, constituído por cerca de 9500 espécies.
- Todos os representantes apresentam tamanho reduzido.
- São plantas sensíveis à poluição, assim como os liquens.
- São encontrados desde regiões frias, como a Antártida, até regiões de intenso calor, como em desertos.
- Musgos típicos de deserto podem viver por anos, sem apresentar crescimento, quando secos. Retomam o crescimento imediatamente, se forem molhados.
- Existem musgos aquáticos, que morrem rapidamente, se retirados deste ambiente.
- Algumas espécies se desenvolvem no litoral, em rochas perto do mar, tolerando respingos de água salgada. Entretanto, nenhuma espécie é verdadeiramente marinha.
- Os gametófitos são representados por duas fases distintas:
1- o protonema, resultado da germinação do esporo;
2- o gametófito folhoso, originado a partir de um botão do protonema.
- Os protonemas são típicos de musgos e algumas hepáticas, mas nunca em antóceros.
- Existem três classes:
Bryidae, Sphagnidae, Andreaeidae.

Divisão Anthocerotophyta

Pequena divisão de plantas, com aproximadamente 100 espécies.
- Gênero mais comum é Anthoceros
Um antócero do gênero Anthoceros.

- Os gametófitos, superficialmente, lembram o das hepáticas talosas, mas apresentam diferenças como:
1- Antóceros apresentam em suas células um único grande cloroplasto, diferente das outras plantas.
2- Apresentam estômatos.
3- Apresentam cavidade interna com mucilagem (não com ar, como nas hepáticas). Estas cavidades podem ser habitadas por cianobactérias fixadoras de nitrogênio.
- Gametófitos possuem forte achatamento dorsiventral e forma de roseta.
- Podem ser monóicos ou dióicos.
- Anterídios e arquegônios na superfície dorsal do gametófito. Anterídio incrustado em câmaras.
- Muitos esporófitos podem se desenvolver sobre um mesmo gametófito.
- Esporófito é uma estrutura ereta e alongada. Consiste em um pé e uma cápsula cilíndrica longa.
Imagem de um Antocero, Divisão Anthocerotophyta, mostrando seu esporófito cilíndrico.

- A deiscência começa no ápice da cápsula e vai até a base.
- Juntamente com os esporos, existem estruturas parecidas com os elatérios das hepáticas (pseudo-elatérios).


FONTE:http://www.biologados.com.br/botanica/taxonomia_vegetal/divisao_anthocerotophyta_briofitas_antoceros.htm

Hepáticas Folhosas

Principais caracteristicas:
Plagiochila aspleniodes
 - Típicas de regiões tropicais (alta umidade).
- Plantas bem ramificadas, formando pequenos emaranhados.
- Gametófito apresentam geralmente de 1 a 5 cm e cresce prostrado e achatado.
- Com freqüência possuem duas fileiras de filídios largos, uma de cada lado do caulídio, e uma terceira fileira de filídios pequenos (anfigástros), na superfície inferior.

- Filídios uniestratificados, com células não diferenciadas e sem costa.
- Filídios freqüentemente bilobados.
- Rizóides unicelulares espalhados na superfície ventral do caulídio.
- Plantas podem ser unissexuais ou bissexuais.
- Anterídios originam-se aos lados dos caulídios, circundados por filídios (androécio).
- Arquegônios comumente produzidos nos ápices de caulídios ou sobre curtos ramos laterais. Circundados por uma bainha de filídios (perianto).
- Esporófito apresenta longa seta hialina, que eleva a cápsula produtora de esporos acima do perianto.
- Cápsula produz esporos e elatérios.
- Cápsula se abre em quatro valvas para a dispersão dos esporos.

Briófitas: Filo Hepatophyta

O grupo de plantas chamadas de briófitas incluem os três filos:
  • Hepatophyta - As hepáticas
  • Anthocerophyta - Os antóceros
  • Bryophyta - Os populares musgos
As hepáticas formam um grupo com cerca de 6 mil espécies de plantas pequenas que conseguem formar agrupamentos relativamente grandes em locais favoráveis, solo, rochas ou tronco de árvores sombreados e úmidos.
Marchantia sp

Lunularia cruciata
A maior parte dos gametófitos das hepáticas desenvolve-se diretamente dos esporos, mas alguns gêneros formam primeiro filamentos de células semelhantes a protonemas, dos quais o gametófito maduro se desenvolve. Os gametófitos continuam a crescer a partir de um meristema apical (região com tecido embrionário capaz de desenvolver novas células).

As hepáticas talosas

O gênero mais familiar das hepáticas talosas é Marchantia. Apresentam o corpo achatado dorsiventralmente. O talo é diferenciado em uma porção dorsal fina (adaxial) rica em clorofila e uma porção mais ventral (abaxial) espessa, incolor, especializada em armazenamento.A porção abaxial forma escamas e rizóides.A porção adaxial é dividida em regiões, que correspondem a câmaras aeríferas, cada uma com um poro para trocas gasosas (diferentes de estômatos).

Os gametângios (estruturas onde são formadas os gametas) de Marchantia
 são originados em estruturas especializadas denominadas gametóforos. Os gametófitos desse gênero são unisexuados e os gametófitos feminino e masculino são facilmente identificados por seus gametóforos distintos.

Os anterídios originam-se em gametofóros com a parte superior (cabeça) discóide, chamada deanterídióforo, enquanto os arquegônios  originam-se em gametóforos com forma semelhante a um guarda-chuva, arquegonióforo.
Em Marchantia o esporófito consiste em um pé, uma seta curta e uma capsula.

Podem reproduzir-se sexuadamente por fragmentação ou por meio de gemas. As gemas são produzidas em estruturas especiais em forma de taça, chamada conceptáculos, localizadas na superfície dorsal (superior) do gametófito. As gemas são dispersas principalmente pelas gotas de chuva.

Gametófito e esporófio de Marchantia polymorpha



Ciclo de vida de Marchantia 

Mais fotos do gênero Marchantia: http://flickrhivemind.net/Tags/marchantiapolymorpha/Interesting
Briófitas (do gergo bryon: 'musgo'; e phyton: 'planta') são plantas pequenas, geralmente com alguns poucos centímetros de altura, que vivem preferencialmente em locais úmidos e sombreados. São organismos de transição entre o meio aquático e o meio terrestre, pois sua fecundação depende muito da água.

Seu pequeno tamanho é estabelecido pela falta de vasos condutores atuais (xilema e floema), onde, o transporte de água e sais minerais é feito de célula a célula. Algumas briófita possuem tecidos condutores, mas a parede das células condutoras de água não é lignificada.

São organismos eucariontes, pluricelulares, onde apenas os elementos reprodutivos são unicelulares, enquadrando-se no Reino Plantae, como todos os demais grupos de plantas terrestres.
Esses organismos possuem duas fases de vida, uma transitória o esporófito ou fase esporofítica, e uma indepedente o gametófito ou fase gametofítica, onde esporófito (2n) é totalmente dependente do gametófito (n). Diferente das briófitas, o esporófito das plantas vasculares é maior do que o gametófito e é de vida livre. O esporófito das briófitas não é ramificado e apresenta apenas um esporângio, enquanto os esporófitos das plantas vasculares atuais são ramificados e com muitos esporângios.
Reprodução
As briófitas possuem gametas, existem órgãos especializados na produção desses gametas chamados gametângios e que ficam localizados no ápice dos gametófitos. O gametângio masculino é o anterídio, e seus gametas os anterozóides. O gametângio feminino é o arquegônio que produz um único gameta, a oosfera. Para que haja o encontro dos gametas é preciso que os anterozóides saiam dos anterídeos, através de gotas de água do ambiente, deslocando-se atravez da água os anterozóides encontram o arquegônio onde apenas um fecundará a oosfera, formando o zigoto que depois de várias divisões origina o embrião, este dentro do arquegônio irá crescer e formar o esporófito.
 
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